terça-feira, 7 de outubro de 2014

Post de desabafo.

Há cerca de dois meses minhas aulas recomeçaram. E bem na véspera meu Tobby, companheiro desde meus 13 anos, morreu. Ele era cardiopata e estava com edema pulmonar.

Sempre fui apaixonada por cães, e ele me acompanhava desde a pré-adolescência. Passou comigo pelas piores fases - do hirsutismo, da obesidade, da depressão. Era o anjinho que me alegrava e me dava carinho quando eu não estava bem. Meu melhor amigo.

Muita gente acha bobagem se apegar tanto a animais. Mas nos meus momentos de solidão, quando eu achava que ninguém mais me entenderia, ele estava ali. Pra deitar aos meus pés, pra fazer uma graça, pra me lamber. Pra me fazer companhia.
É dolorido perder um amigo. Não importa se humano ou de 4 patas. Quando você se acostuma a ter aquela companhia diária do acordar ao dormir, 7 dias por semana, pela metade da sua vida, seus hábitos ficam entrelaçados. Levantar com cuidado pra não pisá-lo não tem mais sentido, mas por vezes eu ainda o faço. O instinto de querer mandar alguém fechar a porta da sala rápido pra ele não fugir ainda é forte. Estacionar o carro na varanda e esperar que ele ponha o focinho pela brecha como sempre fazia dói. Dói porque ele nunca mais vai fazê-lo.
É como se um pedaço dos meus hábitos tivesse sido tomada de mim. Daqui a dois dias completam-se dois meses sem ele mas ainda dói tanto quanto quando mainha me acordou pra dizer que tinham ligado da clínica veterinária pra dar a notícia. O último afago.

Desde então, apesar das aulas na universidade terem sido um bálsamo pra me distrair dessa falta, eu acabei voltando à relação emocional com a comida. Voltei ao açúcar, deixei de fazer as caminhadas e corridas, voltei a ter as dores nas costas ligadas ao estresse...

Preciso retomar tudo. Eu sei. Eu sei também que muita gente dirá que preciso seguir em frente e cuidar de mim. Só não é tão fácil me sentindo tão saudosa e incompleta. Ainda estou tentando me recuperar, mas as lágrimas rolam ao pensar e falar nele. Rolam nesse momento. 

Espero que em algum momento essa tristeza pela ausência dele diminua. Enquanto isso, vou tentando.

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