quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quem é vivo...


Na última terça eu fui pela primeira vez à reunião dos pacientes do dr. Gustavo. E me arrependi de não ter ido antes, nesses mais de 3 anos e meio de operada.
A paciente mais antiga era eu, e fui justo o exemplo daqueles que se desleixam e voltam a ganhar peso. Mas já voltei a tomar jeito. No pós-Copa voltei a caminhar na companhia do namorado, na falta de um emprego pra bancar academia agora, e já estamos fazendo mais de 5km. E começando a correr. São os 300m mais cansativos que já percorri e, ao mesmo tempo, que mais me deram satisfação. Porque eu termino com os pulmões em brasa, mas cada passada a mais que consigo completar é uma luta contra mim mesma que eu venço.

Na reunião, conheci um rapaz que fez há 2 anos e perdeu 70kg. Hoje ele corre 10km todo dia, corre maratonas. E eu fiquei tão empolgada que quero isso pra mim também. Quero largar a preguiça, ser proativa, lutar todos os dias por uma vida mais saudável.

Larguei o açúcar, mas dei algumas escorregadas. A pior de todas foi no aniversário de mainha, num rodízio de pizza, em que eu fiquei tão mal que cheguei em casa com a glicemia em 44. Pra nunca mais! Tenho fugido do açúcar e dos carboidratos simples como o diabo foge da cruz. E aconselho a quem fez a cirurgia há pouco tempo ou ainda vai fazer: não caia novamente no mundo sombrio dos doces e carboidratos simples. As crises de hipoglicemia não são desse mundo, além dos quilos que você vai encontrar pelo caminho conforme o tempo passar.

E creio que em breve as coisas melhorem ainda mais. Agora em agosto minhas aulas começam. Jornalismo, pela terceira vez. E eu terei com o quê ocupar a mente, terei uma biblioteca pra me ajudar a me focar nos estudos, não em comida e na minha cama. A Universidade tem um campo, então posso levar a mochila com o que precisar pra fazer minhas caminhadas lá. Serão menos desculpas para não cumprir meus objetivos, bem menos. E pela primeira vez em muito tempo eu estou realmente animada e com esperanças de algo concreto a curto prazo. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Receitas gostosas para ficar gostosa: Cuca integral de banana

Há uma semana voltei pra reeducação alimentar, com direito a aplicativo pra registro de alimentos e contagem de caloria, e no final de semana bateu aquela compulsão por bolo de chocolate com tudo de chocolate dentro e fora e ainda um granulado pra enfeitar. Mas o anjinho da saúde fez um acordo com o diabinho da gordice na minha cabeça e resolvi fazer um meio termo: bolo integral de banana. Não é muito light, porque leva açúcar, mas é uma versão mais saudável e nutritiva que o bolo comum. Se é pra engordar, que pelo menos seja algo com um valor nutricional maior, né?

Então eu adaptei uma receita de bolo simples e fui testando. Ficou assim:


Massa:
- 1 xícara de açúcar mascavo
- 1 xícara de açúcar demerara
- 1 xícara de adoçante culinário (tentei reduzir um pouco das calorias sem interferir muito na textura da massa)
- 200g de manteiga
- 5 ovos
- 2,5 xícaras de farinha de trigo integral
-²/³ de xícara de farinha de trigo branca
- aproximadamente 1,5 copo de leite desnatado
- 1 colher de sopa de fermento
- 15 castanhas-do-pará trituradas
- 3 bananas prata
- 12 cravos da índia
- ¹/ ² colher de canela em pó

Cobertura:
- 1 colher de manteiga
- ¹/² xícara de açúcar mascavo
- 5 bananas prata

Preparo:

Primeiro misture os 2 tipos de açúcar e o adoçante com a manteiga (prefiro a manteiga por ser um pouco mais saudável que a margarina). Depois acrescente os ovos, misturando um a um, e em seguida - aos poucos - a farinha de trigo e o fermento. Não uso toda a farinha de trigo integral porque o bolo acaba ficando muito pesado, a farinha branca é só pra ajudar a deixar mais leve. Depois coloquei cerca de 1 copo e meio de leite desnatado, que eu deixei por cerca de meia hora com os cravinhos dentro, só pra pegar o gosto e depois coei e joguei fora. A quantidade de leite pode variar de uma receita pra outra. O importante é que a massa fique maleável, mas não muito líquida.
Depois da massa pronta, amasse as 3 bananas com um garfo e misture com a massa. E, por último, as castanhas trituradas e a canela. Quem não tiver um processador pode quebrar no pilão, mesmo.
Unte a forma com margarina e farinha integral e coloque a massa.

Ligue o forno pra pré-aquecer a uns 200°.

Corte as 5 bananas na horizontal. Se elas forem mais gordinhas, pode dividir em 3 pedaços, na horizontal também. Coloque sobre a massa.
Misture com a mão a manteiga e o açúcar mascavo, fazendo uma espécie de farofa, e coloque por cima das bananas.
Aqui, um cuidado: não deixe essa farofa encostar nas laterais da forma porque queima muito rápido e o gosto não fica nada agradável.

Leve ao forno já pré-aquecido com um papel alumínio tampando o bolo por cerca de 40 minutos. Isso vai ajudar a assar a massa sem queimar a cobertura. Após esse tempo, retire o papel alumínio e deixe por mais uns 15 minutos. Isso vai variar de um forno pra outro, o importante dessa parte é espetar a massa com uma faca/palito/garfo e sair limpo.


Não faço ideia de quantas calorias tem cada fatia, mas ficou muito gostoso e enche super rápido. Quem não gosta de bolo muito doce pode diminuir em ¹/² xícara o açúcar mascavo da massa.


Quem testar me diz o que achou. ;)

E bom apetite!