quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sobre problemas com a balança

Lendo o blog da Mayara, lembrei que eu quase não tenho postado aqui sobre peso, que foi a razão principal de eu ter criado o blog. Muita gente sofre com o isso, estejam obesos ou só 5kg acima do peso. A verdade é que, muitos quilos ou poucos, problemas com a balança acabam afetando muito a autoestima - sem falar na saúde - de muita gente. 

Eu sei como é chato quando alguém diz "ah, mas poderia ser pior e (insira aqui algum discurso)". Mas é verdade! Aos 16 emagreci, sai da obesidade, cheguei aos 71kg (para 1.64m de altura). Não estava magra, mas sentia linda mesmo assim. Só que sempre lutei contra a balança, e minha ansiedade sempre me atrapalhou. Voltei a engordar, passei por quase 2 anos de bulimia e me curei disso depois de descobrir um câncer de tireoide. Parei e pensei: se eu tive a sorte de me safar de um câncer, não seria merecedora se continuasse induzindo o vômito toda vez que comesse porcaria. 

Com a tireoide removida e tentando acertar na dosagem hormonal, engordei mais, passei dos 100kg, e o estímulo pra perder peso se foi. Tomei sibutramina, perdi 5kg no primeiro mês e ganhei 7 depois que parei de tomar. Desencanei, achei que seria obesa e infeliz pro resto da vida, não me mexi mais pra perder peso. Cheguei aos 115kg ano passado, aos 21 anos. Chorava por tudo, não tinha mais uma motivação na vida, deprimente. Até que, depois de um conversa com meu pai, decidimos que seria melhor eu recorrer à cirurgia bariátrica, decisão apoiada pelo meu endócrino. 

Emagreci quase 40kg, baixei dos 115kg para os 76kg, da obesidade mórbida para o sobrepeso. Muito fácil, se esquecer todas as comidas e hábitos dos quais eu tive de abrir mão pra ser mais saudável. Mas depois do 6º mês, quando já posso comer de tudo, tudo desce mais fácil, se eu realmente não me cuidar, comer direito e fizer exercícios, eu paro de emagrecer, ou até mesmo engordo. 

E não, não é fácil. Comer é uma delícia, é satisfatório, até o momento em que você termina e a consciência pesa. Muitas vezes dá vontade de chorar. E o choro vem mesmo. Até a próxima guloseima, horas ou dias depois. De cinco em cinco quilos, alcancei a obesidade morbida. Mas de cinco em cinco, estou eliminando. Depois que a tristeza passa pelos números na balança, a vontade de mudar aparece. 

Agarrem essa vontade, mudem seus hábitos. Ainda sou louca por doces, mas como meu cirurgião me disse, escolha 1 dia na semana pra matar a vontade. Se você consegue passar os outros 6 sem cair na tentação, o 7º é o dia da recompensa. É como no AA: um dia por vez. Colocar na cabeça "só por hoje eu vou me manter na linha" ajuda muito! Não é questão de fazer apologia à magreza, mas à saúde física e mental.

Minha opinião é a de que se você está infeliz, não adianta ficar se lamentando. Mude, corra atrás, porque se não se movimentar não sairá do lugar. A não ser que você tenha nascido com o traseiro virado para a lua, as coisas não virão de bandeja. Abrir mão é preciso, correr atrás mais ainda. Quando o resultado vem, a gente vê que valeu a pena. Prova disso:


Eu em 2010, aos 107kg

Eu hoje, 76.4kg

Beijos!

domingo, 24 de julho de 2011

Ausência e cirurgia

Deveria ter postado há umas 3 semanas, mas um imprevisto acabou por adiar esse objetivo. Para quem não sabe, as pessoas que emagrecem muito rápido, seja por cirurgia bariátrica, seja por reeducação alimentar e exercícios, corre grande risco de ter cálculos na vesícula. Sabendo disto, meu médico me receitou uma medicação logo no começo, para evitar a formação dessas pedras, mas eu acabei esquecendo e não tomei. Resultado: dia 06/07 eu fui internada com dores fortíssimas, sem fazer ideia do que seria. Por sorte o meu cirurgião estava no hospital, e conversou com a médica plantonista. Fiz alguns exames e se confirmou o diagnóstico: pedras na vesícula. Fui medicada, a dor logo passou (graças!!!) e na tarde do dia seguinte eu fiz a cirurgia.

Algumas pessoas me perguntam o porquê de eu ter feito a cirurgia tão rápido, se era realmente necessário. Diferente dos cálculos renais, não é desejável que os da vesícula dela saiam, porque podem cair na corrente sanguínea e causar uma infecção generalizada. Eu poderia ter esperado duas ou três semanas, mas não quis arriscar ter outra crise de dor como a primeira. E afinal de contas, eu já estava no hospital mesmo!

As dores do pós-operatório foram maiores que as da bariátrica, talvez por eu ter acordado rápido da cirurgia. Consigo lembrar desde o momento em o anestesista me dizia para respirar, mas dessa vez eu não adormeci logo em seguida, fiquei acordada até depois que cheguei no quarto. Porém eu dormi e quando acordei, às 2h da manhã, 70% das dores foi embora. Passei 5 dias em dieta líquida, e confesso que foi uma tortura. Engraçado, porque da bariátrica foi super tranquilo... Acho que faltou preparo psicológico para essa última.

Ganhei mais 3 furinhos na barriga. Estou linda, parecendo uma peneira! hahaha Mas, pra falar a verdade, essas mini cicatrizes não me incomodam nem um pouco. Até ganhei o apelido de loira-do-bisturi do meu pai.

Ah, e dia 21 fiz 6 meses de cirurgia. A tabela de acompanhamento foi atualizada, para quem interessar, é só clicar aqui.

Justificada a ausência, volto em breve com outros posts.


Beijos!