sexta-feira, 9 de maio de 2014

Acompanhamento da bariátrica

Ontem eu finalmente retornei ao gastro. Já estava com quase 2 anos desde a minha última consulta. Fui preparada para as broncas, todas merecidas.
Depois dele conversar com a minha irmã mais nova, que decidiu seguir pelo mesmo caminho e fazer redução de estômago também, foi a minha vez. Levei puxão de orelha por nunca mais ter aparecido lá, e por ter chegado ao mínimo de 61kg e ontem estar com 74,5kg. Eu merecia ficar sem as duas orelhas.
Ao conversar sobre as causas, eu disse que há 1 ano e meio ando com picos de ansiedade, desde o meu TCC, e que acabo descontando tudo nos doces, além de estar sedentária. Ele me perguntou se estou fazendo acompanhamento psicológico e eu disse que comecei a fazer no ano passado, não gostei muito da psicóloga (achei que a evolução estava devagar demais), deixei e nunca procurei outro profissional. A conversa foi desenrolando, ele me fez mais algumas perguntas e chegou à conclusão que não é uma simples ansiedade. Que eu estou com depressão, e me pediu pra procurar um psiquiatra.
Ele me passou a requisição da bateria de exames e me pediu comprometimento sobre algumas coisas:

1) Procurar um psiquiatra pra tratar a depressão, que é um sabotador imenso para a minha saúde, a minha alimentação e a prática de atividades físicas, já que tenho preferido ficar na cama o dia todo a fazer qualquer outra coisa;

2) Dormir e acordar cedo;

3) Parar de beliscar o dia todo;

4) Cortar essa quantidade enorme de açúcares que tenho comido por ansiedade;

5) Fazer atividades físicas;

6) Participar das reuniões mensais de pacientes bariátricos dele.

Já estou pesquisando psiquiatras bons aqui em Teresina e levando em consideração quanto cobram por sessão, já que eu não tenho mais plano de saúde para consultas e pago tudo integralmente. Enquanto isso, para o resto estou me esforçando pra seguir.
Ele também propôs que fizéssemos consultas mensais, para que eu trabalhasse com metas curtas e me estimulasse mais a continuar na linha. Nesse ponto, os encontros podem ser muito úteis, já que lidarei com pessoas que passaram ou passarão pelo mesmo que eu e, segundo o médico, cria uma competição positiva pra eliminar os quilos que faltam e praticar atividades físicas regularmente.

Embora ontem tenha sido apenas o primeiro passo, senti um grande alívio. Dizem que o primeiro passo para resolver um problema é admitir que você tem um problema. E depois procurar ajuda. Ambos já foram feitos, e tenho pessoas adoráveis me apoiando para que eu não desista no meio do caminho.
Espero poder voltar daqui a um tempo me sentindo muito melhor, mais saudável e confiante, e trazer notícias muito boas.

Beijos!

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